Nova Era: Livro Digital Mostra sua Força

20/07/2010

Por: Larissa Caruso

Hoje, de acordo com a Veja Online, a Amazon anunciou que a venda de livros digitais através do Kindle superou a venda de livros impressos. Nas últimas quatro semanas, segundo a empresa, as vendas dos e-books chegaram a 180 para cada 100 exemplares impressos.

Estamos presenciando uma grande mudança no mercado literário. As pessoas começam a demonstrar que são realmente adeptas dessa nova tecnologia. Isto fornecerá ainda mais força ao mercado de aparelhos de leitura digital como o Kindle e o iPad. Além disso, teremos uma diminuição de barreiras de entrada para novos escritores, que poderão publicar seus textos online e alcançar um bom número de leitores.

Alguns podem clamar que o maior problema será distribuição ilegal da obra. Podemos ver, entretanto, que essa mentalidade já mudou bastante nos Estados Unidos. O iTunes e os dados da Amazon sobre o Kindle são prova disso. As pessoas estão dispostas a pagar por aquilo que apreciam, mas na maioria das vezes exigem que o preço esteja de acordo. E, em sua visão, é exatamente isso que essas ferramentas digitais proporcionam.

Quem realmente for piratear, o fará independente do formato ou do preço. Há anos diversas obras impressas escaneadas em PDF e publicadas na internet indevidamente. Isto dificulta, mas não impede que os autores tenham seu ganha-pão.

Não acredito que veremos a extinção dos livros impressos em um futuro próximo. Muitos preferem sentir o papel enquanto lêem ou simplesmente ainda não se adaptaram a essas “engenhocas modernas”. Ainda sim, notícias como esta mostram que os tempos estão mudando.

Agora, basta que nós, participantes desse mercado literário, também nos adaptemos. Será necessário, se quisermos ser bem sucedidos.


Vício ou Evolução?

07/07/2010

Por: Larissa Caruso

Você é um dos milhões que usam a internet todos os dias? Qual sua reação quando ela não funciona ou está lenta? Fica irritado, ansioso talvez?

Segundo o site News24, o doutor David Lewis fez um estudo onde determinou que quase metade dos Britânicos sofrem desse mal que ele chama de discomgoogolation – uma mistura de Google com a palavra discombobulate, que significa confundir ou frustrar. A Superinteressante publicou um artigo chamado “Ficar sem net é o mesmo que ser roubado” relacionado à publicação da News24. Nesta matéria, a jornalista conclui que esse tipo de comportamento identifica um individuo viciado.

Em ambos os artigos, existem comparações como: ficar sem internet tem o mesmo efeito no cérebro do que estar uma hora atrasado para uma reunião importantíssima, internet é mais importante do que religião na vida de 47% das pessoas entrevistadas, ou até mesmo que um em cinco dentre esses indivíduos prestam mais atenção à internet do que ao seu parceiro(a).

Ao mesmo tempo, o artigo da Folha Online “Internet fortalecerá relações, dizem pensadores da rede” afirma que dentro de dez anos, a internet deve ser uma força positiva nas amizades, casamentos e outros relacionamentos do círculo social.

No campo da ficção científica, diversos livros e filmes abordam o tema de uma sociedade completamente dependente e/ou conectada à rede. Um exemplo que será lançado em breve é o livro Cyber Brasiliana do autor Richard Diegues, que será publicado pela Tarja Editorial (leia o um trecho aqui). Em sua maioridade, essa mudança é tratada como um passo evolutivo e não um vício. Alguns mostram as más consequências que tal avanço pode causar. Outros exploram os benefícios e a melhora em setores políticos, sociais e econômicos.

A questão, entretanto, não é o que acontecerá quando nos integrarmos com a rede, mas sim, quando isto se tornará realidade. Já caminhamos nessa direção. Não conseguimos ficar sem internet ou telefone celular. Até mesmo nossas TVs estão conectadas hoje em dia.

O mundo em que vivemos está com os dias contados, e não é porque nos aproximamos de 2012. Logo, o mundo virtual será aquele que daremos maior importância e se tornará a única realidade de nossas vidas.


Árbitro: Profissão que logo será extinta

30/06/2010

Por: Larissa Caruso

Na Copa do Mundo de 2010, temos visto diversos dilemas relacionados à arbitragem. Os erros foram gritantes.  Tivemos gols ilegais e legais que, se apitados corretamente, poderiam ter decidido partidas.  Infelizmente, devido à falta do uso de recursos tecnológicos para revisão de lances, nada foi feito.

A pergunta que não quer calar é por que a FIFA se recusa a usar esses tipos de recursos durante os jogos.

Na verdade, não é a FIFA que está com medo, mas sim os árbitros. A Abril publicou uma matéria chamada “Uso de tecnologia no futebol divide opinião de árbitros.”, onde, além de falar sobre o assunto polêmico da tecnologia no futebol, os jornalistas também procuraram saber a opinião dos profissionais em questão. Muitos dos ‘homens de preto’ até são a favor da tecnologia, contanto que sejam somente complementos.

Infelizmente, nem sempre esses limites são respeitados. Em todos os setores, os avanços tecnológicos se iniciaram da mesma forma. Primeiro, o equipamento depende de alguém para operá-lo. Depois, homem e máquina começam a trabalhar em conjunto, como colaboradores. Passam-se alguns anos e robôs fazem tudo sozinhos. E então? O que acontece com os juízes, bandeirinhas e assistentes? Tornam-se extintos.

Tentando evitar um cenário como o de Eu, Robô, onde robôs tornam-se ajudantes e empregados enquanto humanos ocupam outras posições mais privilegiadas, os árbitros preferem confiar em seus limitados recursos humanos para não serem substituídos. Seus erros, entretanto, só reforçam a ideia de que é necessário interligar tecnologia e futebol. Dois juízes já foram retirados da Copa por causa de lances polêmicos. E agora, cogita-se dois novos assistentes em campo, posicionados atrás dos gols para validar as jogadas, apesar do encarecimento que tal medida ocasionaria ao orçamento.

Até quando iremos ignorar o óbvio? O avanço é inevitável e a extinção: iminente. Logo teremos árbitros R2-D2-2022 em campo, apitando jogos com imparcialidade e precisão. Nesse dia, até mesmo a bola tech será passado.


EXÉRCITO DE HULKS

23/06/2010

Por: Larissa Caruso

Já perceberam o crescente comportamento violento que assola nossa sociedade? As pessoas tornam-se irritadas facilmente e acabam por cometer barbaridades impensadas que normalmente lamentam ao recuperar o controle de suas emoções. Pois, o que até o momento era considerado um simples problema relacionado ao stress, agora possui outra explicação.

A Folha Online publicou ontem um artigo chamado: “Raios gama são emitidos entre nuvens no início de relâmpagos”. Radiação gama é um tipo de radiação eletromagnética capaz de penetrar na matéria profundamente, causando danos nos núcleos das células. Esses raios, segundo Stan Lee, também foram os responsáveis pela transformação de Bruce Banner em Hulk.

Você deve estar se perguntando: “E o que isso tem a ver comigo?”

Bom, qualquer pessoa que tenha feito uma viagem de avião e passado dentre nuvens de uma tempestade pode, de acordo com o artigo, ter sido banhada pela perigosa radiação emitida durante esse evento. E como as viagens aéreas têm aumentado drasticamente em seu volume, logo observaremos um exército de Hulks andando pelas ruas descontrolados, destruindo tudo ao seu redor. *música macabra de fundo*

Brincadeiras à parte, essa notícia nos mostra que sabemos muito pouco a respeito do universo, da natureza e dos elementos que nos rodeiam. Submetemo-nos ao pior tipo de perigo todos os dias: o desconhecido.

Provavelmente nós não veremos homenzarrões verdes causando caos ao se exaltarem, mas podemos estar criando futuras mutações genéticas que poderão ser tanto benéficas quanto maléficas para a humanidade.

X-Men anyone?


Pesquisa de Campo: Saraiva Center Norte SP

18/06/2010

Hoje fui até o Shopping Center Norte para realizar alguns afazeres e decidi passar na livraria Saraiva MegaStore para dar uma olhada nos títulos presentes. Chamei a iniciativa de “Pesquisa de Campo”. O intuito era descobrir quais títulos nacionais de Literatura Fantástica estavam em exposição.

Fiquei surpresa com o resultado. Vejam algumas fotos editadas:

P.S.: Tinha uma prateleira dedicada exclusivamente ao autor André Vianco, mas infelizmente a foto ficou borrada.

Esperava encontrar um ou outro título, com um ou no máximo dois exemplares de cada. Deparei-me com um considerável acervo e comparei-o a lembrança que possuía de um ano atrás, na mesma livraria. Houve uma melhora absurda. Estamos ganhando força no mercado, recebendo maior respeito. De 2-3 títulos, passamos para mais de dez, vinte se contarmos que alguns são sagas ou diferentes obras do mesmo autor.

Senti-me orgulhosa por fazer parte daqueles que acreditam e apoiam a Literatura Fantástica no Brasil. Ainda temos muito chão a percorrer, entretanto, tenho certeza que conseguiremos melhorar ainda mais.

Quem sabe se em um ou dois anos não ganharemos nossa própria seção? Já imaginaram 3-4 estantes intituladas “Literatura Fantástica Nacional”?


O Fim da Diversão

16/06/2010

Por: Larissa Caruso

Ontem, eu e minha família estávamos assistindo o jogo do Brasil na casa do meu primo, sofrendo com os passes mal feitos, as bolas perdidas e as oportunidades a gol fracas. Pois bem, no segundo tempo, durante uma jogada ótima de Elano, vimos Maicon se adiantando até a pequena área e… Mesmo antes de receber a bola, ouvimos os vizinhos gritando “GOOOOOOOOLLLLL!”. Mais tarde, Robinho iniciou um ataque próximo a grande área e, antes de passar para Elano, ouvimos as comemorações do segundo gol.  Frustrante, não?

Sabendo que isto ocorre devido à diferença entre sinais de transmissão, podemos ligar a TV normal ao invés de ver o jogo via cabo. Agora, o que faríamos se, mesmo antes da Copa do Mundo começar (ou qualquer torneio), o vencedor fosse anunciado? Temo, meus caros, que estamos nos aproximando do fatídico dia em que nossa diversão terá fim.

A Superinteressante publicou um artigo chamado Cientista cria fórmula matemática que mostra quem vai ganhar a copa. É claro que, se tratava de um físico Alemão, dizendo que a Alemanha ganharia. Ainda sim, lendo essa matéria, comecei a ponderar que talvez, tudo nesse mundo, se trata de uma equação esperando para ser resolvida. Se, temos emoções sendo identificadas através de algoritmos, o que nos impede de descobrir um campeão antes do tempo?

Muitos livros e filmes abordam essa questão mesmo que, normalmente, de outra forma. Lembrei-me de Minority Report, que lida com a descoberta de crimes passionais e premeditados antes mesmo que eles ocorram. Através da clarividência, tecnicamente tornam-se capazes de livrar o mundo dos assassinos.  Quando vi o filme, pensei quão absurda era essa possibilidade. Agora, entretanto, começo a contestar meu próprio ultraje. Não precisamos de paranormais quando temos gênios da matemática (ou da física) expandindo computadores em suas funções.

Será que, além de perder nosso direito de diversão sem intrometimento, seremos também monitorados e julgados por equações matemáticas?

Não tardará até descobrirmos.

Talvez recebamos a boa notícia que o Brasil será campeão em 2014 mesmo antes de finalizar a infraestrutura necessária para sediar a Copa.


Aparelho que Induz Humor: Ficção ou Plausível?

09/06/2010

Por: Larissa Caruso

Sábado, a Folha Online publicou um artigo chamado “Prazeres de fumar e beber estão ligados no cérebro”. Ele explica como um estudo na Universidade de Queensland na Austrália determinou que as sensações de prazer criadas pela bebida e tabagismo estão diretamente relacionadas ao centro cerebral do prazer (núcleo accumbens). Também determinaram que alcoólatras e fumantes recebem uma maior resposta prazerosa, o que torna difícil o abandono do vício.

Ponderando esta matéria, lembrei-me da tecnologia em Do Androids Dream of Electric Sheep? de Philip K. Dick, onde os personagens eram capazes de escolher os humores que gostariam de sentir a qualquer momento.

Os cientistas já são capazes de determinar a região do cérebro que influencia nossos humores (nesse caso, relacionados ao prazer), e diariamente, vemos matérias referentes aos avanços tecnológicos que poderão nos guiar a um futuro onde nanotecnologia e implantes cibernéticos farão parte de nosso cotidiano. Sendo assim, por que seria um aparelho para induzir seu humor tão impossível? Não seria plausível a criação de diversas substâncias sintéticas que, quando aplicadas em determinadas regiões de nosso cérebro, nos levariam a experimentar um determinado tipo de sensação como alegria, tristeza, etc. independente dos fatores externos?

É claro que, ao mesmo tempo em que imaginei um mundo harmonioso, onde as pessoas eram capazes de determinar como se sentiriam durante o dia, pensei também em casos extremos. O que poderíamos esperar de indivíduos com uma resposta mais forte no núcleo accumbens, por exemplo? Tornar-se-iam eles viciados em emoções ao invés de bebida?

Talvez saberemos em alguns anos.