Lançamento: Aos Olhos da Morte de M. D. Amado

29/07/2010

Através da Editora Literata, o autor M.D. Amado, organizador do site Estronho e Esquésito e de diversas produções de qualidade, lançará um livro de contos sobre a morte chamado ‘Aos Olhos da Morte’.

O lançamento acontecerá no Bardo Batata dia 14 de Agosto a partir das 18 horas.

Sinopse:

Quem nunca teve medo da morte? Ou estremeceu a simples menção dessa palavra? Descubra, através destas páginas, o quanto você teme o inevitável. Está preparado para enfrentar a morte? Se vista de coragem, familiarize-se com ela, mergulhe nestes parágrafos e descubra a dor e a beleza em cada conto. Sinta o hálito gélido da morte, encare seus olhos e deixe-se beijar. Neste livro, M. D. Amado nos revela as várias facetas da morte e todos os sentimentos que provoca no ser humano: dor, ódio, medo, saudade, revolta… E amor. Tudo maravilhosamente escrito em 21 contos emocionantes e surpreendentes, sem limites entre o mórbido e o belo. Entre, seja bem-vindo. Afinal, a morte nos espera…

Vale a pena conferir!

Twitter do autor: @estronho

Link do livro no skoob:http://www.skoob.com.br/livro/114614

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Nova data: Lançamento Lázarus de Georgette Silen

28/07/2010

O lançamento do livro Lázarus da autora Georgette Silen possui nova data!

Será dia 28 de Agosto a partir das 19 horas na Saraiva Megastore do Shopping Center Norte.

Haverá um bate papo com o autor Adriano Siqueira sobre vampiros.

Compareçam!


O Turno da Noite (Volumes 1, 2 e 3)

26/07/2010

Autor: André Vianco

Editora: Novo Século

Nota: 8,8

Os três volumes de O Turno da Noite contam a história de quatro vampiros transformados por Sétimo que são abordados pelo poderoso e misterioso vampiro Dom Ignácio. O homem notívago lhes oferece o luxo e conhecimento que necessitarão caso queiram permanecer “vivos”. O nome da organização para qual iniciam seus trabalhos inspira o nome do livro. A princípio, executam os serviços em troca do sangue daqueles que acreditam serem de bandidos e merecedores de um destino cruel. Aos poucos, entretanto, descobrem que nem tudo é como pensam.

Ao decorrer dos livros, as verdadeiras intenções de Dom Ignácio são reveladas. Os quatro aventureiros são arrastados de uma confusão a outra, indo contra o destino que lhes foi estipulado pelo vampiro ancião.

Patrícia é uma mulher determinada e forte, que acaba se tornando a líder do grupo.  Dentre os quatro, ela merece um enorme destaque por seu desenvolvimento e amadurecimento. Calíope, que aparece pela primeira vez no segundo volume sendo capturada pelo Exército Brasileiro, é estonteante em beleza e sensualidade. Imediatamente passa a atormentar o Capitão Brites que, se vê incapaz de resisti-la. Além disso, ela possui um passado rico, que cativa o leitor com riquezas históricas de nosso país.

Dentre os personagens que fazem parte da história, revemos Samuel e Gregório, os irmãos com destinos tão distintos apresentados em O Senhor da Chuva. Também temos Tiago e Eliana de Os Sete, assim como a matilha dos filhos de Lobo.

Também merecedores de um destaque especial são: Yuli, a vampira-loba que é frágil e determinada ao mesmo tempo, Dimitri, o matador, com seu Comodoro preto, e os personagens do folclore brasileiro incorporados na trama.

A obra caminha em um passo rápido que faz com que o leitor dificilmente perceba quantas páginas já leu.  Além do ritmo acelerado, o autor compartilha diversos pontos de vista, focando a narrativa em personagens diferentes ao decorrer dos capítulos. Isto permite que nos identifiquemos ainda mais com eles, além de nos tornarmos mais envolvidos com a estória.

Em geral, é uma ótima leitura, recomendada àqueles que apreciam o universo sombrio dos vampiros de André Vianco. A linha que ele estabelece entre mocinhos e vilões é tênue. Não existe preto e branco, somente um grande mar de cinza.

Parabéns, Vianco. Bela obra!

E para quem ainda não viu, o autor Andre Vianco esta produzindo um seriado desse livro. Vejam as novidades no Blog do Vianco ou sigam @OTurnodaNoite no Twitter.


DIFÍCIL RECOMEÇO… OU TALVEZ NÃO.

21/06/2010

Por: Larissa Caruso

O homem de estatura baixa, com uma barriga proeminente, abriu a porta do hangar, dando um passo em direção à rua. Seus poucos cabelos esvoaçavam com brisa vespertina da cidade de Austin, Texas. Com olhos curiosos, ele observou aqueles que residiam em seu novo lar. A escolha de vestuário da maioria dos habitantes era limitada. Ao examinar mais de perto, percebeu a inexistência de qualquer tipo de ferramenta que os proporcionasse com uma mudança rápida de roupa. Olhou para o pequeno botão azul no colarinho de sua camisa e tentou se imaginar um dia inteiro sem modificar suas vestimentas de acordo com a ocasião, ou o clima. Faz uma careta, condenando tal possibilidade.

Virou-se para examinar a vitrine de uma loja e, examinando seu reflexo, percebeu que estava parecido com os terráqueos. Observou o bracelete em seu pulso e amaldiçoou seu destino. Nem assim conseguia sentir-se atraente. Em seu planeta, era visto como um ser pouco viril, devido ao fato de possuir em seu tronco somente três bolsas de armazenamento de ahsuere, o líquido vital para a reprodução de sua espécie. Sendo pequeno e mirrado, não era bem quisto. Aqui, dificilmente seria diferente. Frustrado, suspirou, e continuou sua caminhada.

O bracelete que usada chamava-se ARC, Alderon Reestruturador Conduíte. Era utilizado para esconder a aparência real dos alienígenas que viviam entre os seres primitivos de planetas menos desenvolvidos. Os humanos nem sequer imaginavam o que os esperava na galáxia a fora. Achavam que a vida se limitava a esse buraco primitivo, quando, na verdade, existia até mesmo um governo que unificava todos os planetas habitados da Via Láctea.

Não havia sido sua escolha mudar-se para a Terra, mas era uma opção melhor quando comparada à prisão Crismaline. A pior parte para ele era, talvez, não ter o contato com a tecnologia que o provia com tanto conforto e conveniência.  Criminosos como ele, poderiam receber uma segunda chance e serem enviados para planetas primitivos, onde trabalhariam em setores públicos menos quistos do governo intergaláctico. Em seu caso, seria o responsável pelo Departamento de Controle de Imigrantes no Centro de Imigração Intergaláctica de Austin. Seu trabalho era manter os alienígenas que moravam na Terra sob controle. Ele os monitoraria para ter certeza que não burlariam ou desrespeitariam as regras impostas pela Confederação de Planetas da Via Láctea.

Com as mãos nos bolsos e um olhar cabisbaixo, ele continuou a caminhar, procurando por algum sinal de tecnologia avançada neste lugar. As propagandas eram feitas com grandes cartazes na rua, extremamente ineficaz e sujo quando comparado ao método holográfico e customizado de muitos planetas. Os meios de transporte eram grandes e limitados ao chão. Os poucos que rondavam os céus faziam barulho demais e pareciam ser incapazes de voar acima de certa altura.

Ouviu um alto assovio e perguntou-se se seu bracelete estava na frequência certa para traduzir a linguagem utilizada por aqueles seres. Olhando em direção ao barulho, percebeu que uma fêmea o observava de maneira intrigada. Perguntou-se se havia esquecido algum comando ou preparação pós-chegada. Suas sobrancelhas arquearam quando ela continuou a fita-lo. Sentiu-se intimidado por aquele tipo de comportamento. Não parecia algo normal.

Gotas de suor escorreram em seu rosto, revelando o nervosismo que se acumulava dentro de si. Direcionando o olhar para frente novamente, apertou o passo, continuando sua caminhada. Dispôs-se a cruzar uma larga avenida, interessado em uma visão diferente do local. Barulhos estrondosos de buzinas soaram de repente, enquanto grandes máquinas zuniram em alta velocidade ao seu redor, ignorando sua presença. Um transporte alto e retangular, que mais parecia um container, quase o acertou, mas ele desviou no último minuto. Correndo para o outro lado, procurou abrigo no conforto daquele piso diferente, mais alto e menos assustador.

Sentia-se ultrajado. Que tipo de lugar era esse que não respeitava os seres que lá habitavam? Deveria ter lhe dado passagem. Poderiam ser mandados para a tão temerosa prisão Crismaline caso fossem responsáveis por uma tragédia. Talvez tivesse sido uma má idéia a decisão de conhecer a vizinhança antes de receber o chip com informações sobre seu novo lar. Estes seres eram difíceis demais de serem decifrados, diferente da maioria dos habitantes de outros planetas que visitara durante sua vida. Seus pensamentos foram interrompidos por uma voz feminina que perguntou:

– Você esta bem?

Ela era uma mulher alta, com duas pequenas bolsas de armazenagem vital na parte superior de seu torso. Não eram muito grandes ou alongadas, mas bonitas o suficiente para alguém como ele. Diferente das fêmeas que convivera, ela as expunha de forma sutil, deixando os dois primeiros botões de sua blusa desabotoados. Pareciam firmes, como se mantidos naquela posição por algum tipo de acessório.

– Oie? Eu estou falando com você. – insistiu a moça, com ligeira exasperação.

– Estou bem. – respondeu ele, incapaz de desviar a atenção dos firmes seios que se encontravam em seu peito.

– Você não parece muito bem. Devo chamar um médico? – ofereceu gentilmente enquanto deu um passo para frente, ficando mais próxima do homem.

Finalmente ele elevou seu olhar ao rosto feminino, fitando-o. A mulher lambeu os lábios, observando-lhe de um jeito quase bestial. Incapaz de responder balançou a cabeça negativamente. Aproveitando a brecha, ela aproximou-se ainda mais, quase colando seu corpo contra o dele. Parecia querer devorá-lo, literalmente. Talvez o tivessem colocado em um planeta carnívoro? Não, não… esses foram banidos da Confederação há muitos séculos atrás.

Ainda sim, não conseguia entender seu comportamento. Era o suor escorrendo em seu corpo, ou talvez a bolsa proeminente na parte inferior do torso em sua aparência humana que o tornava desejável? Antes que pudesse concluir seu raciocínio, sentiu os lábios da fêmea tocando os seus. A língua, molhada e flexível, enfiou-se em sua boca, invadindo-a. Uma mão agarrou sua nuca, forçando-o ainda mais próximo dela.

Queria libertar-se daquela coisa nojenta. Sentia que, cada vez que seu coração aumentava o ritmo, ela se tornava mais determinada a engoli-lo naquele ato sujo e primitivo. Ao mesmo tempo, existia algo que se remexia dentro dele, como se um fogo que aos poucos fosse liberado. Desesperado, empurrou a moça para longe. Em seguida, correu na direção oposta. Precisava voltar para o escritório. Era necessário entender essa raça antes de interagir com eles.

Viu a entrada do seu atual local de trabalho a poucos metros e sentiu-se aliviado. Adentrou o pequeno prédio, fechando a porta com violência. Todos o observaram sem entender o que se passava. Com os olhos arregalados e a respiração ofegante, ele se encostou contra a parede, procurando recuperar-se.

– Sr. Lorns? – perguntou uma mulher de aparência translucida cintilante. Ela flutuava, com seus cabelos lilás balançando como ondas na água.

– Sim? – respondeu ele, tentando parecer em controle da situação.

– Estávamos esperando o senhor há meia hora. – ela informou, estendendo a mão com uma pequena caixa metálica – Aqui está o seu chip e as informações pertinentes ao seu novo cargo. Seja bem vindo.

– Obrigado. – respondeu ele, estufando o peito enquanto pegava o objeto.

– A sua sala é a primeira à esquerda. – informou a mulher, em um tom gentil.

Sem maiores comentários, ele se dirigiu até onde havia sido indicado, entrando no pequeno espaço reservado para ele. Tinha somente 10 metros quadrados, o mesmo tamanho que a maioria dos banheiros em seu planeta. Ainda sim, não podia queixar-se. Pelo menos se sentia seguro lá.

Pegando o pequeno chip de dentro da caixa, ele o examinou por um momento antes de colocá-lo contra sua têmpora esquerda. Assim que o objeto tocou sua pele, tornou-se um liquido viscoso que logo desapareceu. Sentindo-o integrar-se com seu cérebro, ele se sentou, um pouco desorientado. Diante de seus olhos passaram-se imagens e conhecimentos locais, assim como todo o ciclo evolutivo da humanidade.

Em questão de minutos, ele aprendeu sobre os costumes, o vestuário, a geografia… tudo o que um humano deveria saber até seus trinta anos. Sentiu o mesmo fogo de antes tomando seu corpo quando entendeu o significado do que a mulher havia feito. Era um beijo. Algo preliminar ao acasalamento, na maioria das vezes. Aquele tipo de ação não era praticado entre seu povo. Caso estivesse interessada em procriar, bastava que a fêmea demonstrasse seu interesse apalpando com firmeza um dos sacos de armazenamento vital.

Concentrando-se, tentou entender o que havia feito a mulher agir de tal forma. Segundo seus conhecimentos da cultura humana, existia um período de flerte antes da passagem para um ato tão intimo e cheio de libido como um beijo de língua. Pensou no computador central do escritório…qual era seu nome? Lembrando-se, ordenou:

– Lucy, procure a correlação entre o beijo e minha fisiologia.

– Claro, senhor Lorns. – respondeu uma voz feminina computadorizada.

Enquanto esperava o resultado da análise, observou os móveis de seu escritório e também os pertences que lá se encontravam. Teria muito que se adaptar. Seria um difícil recomeço.

Um gráfico apareceu diante de seus olhos, com uma tela ao lado indicando sua composição fisiológica. Circulado em vermelho estava androstadienone, um feromônio responsável pela defesa de sua raça, liberado em alta quantidade durante momentos de estresse intenso. Ao lado, encontrava-se uma ficha informando a composição humana. A explicação sobre a atração que ocorria entre os sexos estava destacada. O texto indicava a mesma substância química como responsável pela produção de um alto nível de cortisol nas fêmeas, diretamente relacionado ao estimulo sexual feminino.

De repente, um leque de possibilidades se abriu diante seus olhos.

– Talvez não seja um recomeço tão difícil assim… – murmurou em voz alta para si mesmo, permitindo que um sorriso aparecesse em seu rosto.

Nota: Esse conto faz parte do universo Nébula de um Buraco Negro, romance policial de ficção científica criado por mim. Lorns é um dos interessantes  funcionários que trabalham no escritório de Logan Marshall, protagonista da obra.

Para ler o romance, clique aqui.


Lançamento: O Senhor das Sombras – Universo Grinmelken

20/03/2010

Depois do grande sucesso de Os Filhos de Galagah, Leandro Reis lança a continuação, O Senhor das Sombras em Maio de 2010.


Para maiores informações, visite o site: www.grinmelken.com.br

Filhos de Galagah

Prólogo

Capítulo 1

O Senhor das Sombras

Prólogo

Aguardamos ansiosamente pelo dia do lançamento!